Para família e amigos
Como apoiar quem está investigando autismo
Se alguém próximo contou que acha que é autista, ou acabou de receber o diagnóstico, a sua reação importa muito. Não é preciso saber tudo sobre autismo para ajudar.
Frases que machucam, mesmo sem querer
- "Mas você não parece autista." Muitos adultos passaram a vida disfarçando os traços. Não parecer custou caro para eles.
- "Todo mundo é um pouco autista." Diminui uma experiência que é real e difícil.
- "Isso é moda" ou "agora todo mundo quer um diagnóstico". Pouca gente passa por uma avaliação longa sem um bom motivo.
- "Pra que um rótulo?" Para muita gente, o diagnóstico é o que finalmente explica a própria vida.
O que costuma ajudar
- Escutar antes de opinar. Pergunte o que fez a pessoa pensar nisso e o que ela sente.
- Acreditar no relato. Você vê só uma parte da vida dela.
- Perguntar o que ela precisa. Às vezes é companhia para a consulta, às vezes é só espaço.
- Respeitar o jeito dela de funcionar. Avisar planos com antecedência, não insistir em eventos barulhentos e aceitar que ela saia mais cedo são gestos que fazem diferença.
Você pode ajudar na avaliação
O diagnóstico em adultos depende de mostrar que os traços existem desde a infância. Se você conviveu com a pessoa quando ela era criança, o seu relato pode ser muito útil. Pense em:
- Como ela brincava e com quem.
- Como reagia a mudanças, barulho, roupas ou comidas novas.
- Interesses muito intensos ou repetitivos.
- Como era na escola, com colegas e com professores.
Escrever essas lembranças num texto, mesmo simples, e entregar para a pessoa levar na consulta já ajuda bastante.
Cuide de você também
Pais que descobrem o autismo de um filho adulto às vezes sentem culpa por não terem percebido antes. Isso é comum e compreensível: até pouco tempo atrás, quase ninguém sabia reconhecer autismo em quem ia bem na escola. Conversar com um profissional ou com outras famílias pode ajudar.